Taxa de administração · come-cotas · fundo vs direto

Quanto a taxa do fundo tira do seu bolso?

Um assessor empilhou a sua carteira em fundos atrelados ao CDI — vários deles fazendo o que você faria sozinho. Antes de migrar, veja a conta: com o mesmo rendimento bruto, quanto a taxa de administração, a performance e o come-cotas custam ao longo do tempo — e quanto a gestão precisaria render a mais só para empatar com investir direto.

Cálculo nominal, come-cotas e IR considerados · educacional, não é recomendação
Quanto e por quanto tempo
Aporte inicialR$ 12.000
R$ 0R$ 100 mil
Aporte mensalR$ 2.000
R$ 0R$ 10 mil
Prazo10 anos
1 ano30 anos
Rendimento bruto do ativo (≈ CDI)11,0% a.a.
4%use o CDI/Selic do momento16%
O fundo do assessor
Taxa de administração1,00% a.a.
0%sem performance4%
Alfa da gestão rende a mais que o direto+0,4% a.a.
0 (não entrega nada a mais)+6%
Comparado com investir direto em…
custódia B3 0,20% a.a. · IR regressivo
Mesmo rendimento bruto nos dois lados · come-cotas e IR considerados · cálculo 100% no seu navegador
🧾
“90% da carteira do assessor em fundos atrelados ao CDI.” Vale a pena?
Toque para ver quanto a taxa de administração e o come-cotas tiram do seu bolso ao longo do tempo — e quanto o fundo teria que render a mais só para empatar.
Quanto a taxa custa?
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Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes

Depende do que o fundo entrega de volta pela taxa que cobra. Para uma estratégia que você consegue executar sozinho — como Tesouro Selic ou um CDB de 100% do CDI —, o fundo geralmente perde: você paga taxa de administração (e às vezes performance) por algo que faria de graça, e ainda sofre o come-cotas, que antecipa o imposto. Já um fundo que dá acesso a uma estratégia que você não montaria sozinho (crédito privado diversificado, multimercado de boa gestora) pode valer a pena — se o resultado líquido superar o que você teria investindo direto. A calculadora mostra exatamente quanto a gestão precisa entregar a mais para compensar.
É a antecipação do imposto de renda nos fundos de renda fixa e multimercado: a cada seis meses (maio e novembro), o governo recolhe 15% sobre o rendimento, transformando parte das suas cotas em imposto. O problema não é a alíquota (15% é o piso de quem fica mais de 2 anos), e sim o momento: você paga antes da hora e perde os juros compostos sobre esse dinheiro. Investindo direto num título, o IR só é cobrado no resgate — o imposto que ficaria parado continua rendendo para você até o fim.
É a estrutura clássica de muitos fundos multimercado: 2% ao ano de taxa de administração mais 20% de taxa de performance sobre o que o fundo render acima de um referencial (em geral o CDI). Ou seja, além de pagar 2% do patrimônio todo ano, você entrega um quinto do ganho que exceder o benchmark. Faz sentido quando a gestão entrega um retorno consistente bem acima do CDI; vira um peso quando o fundo só acompanha o referencial e ainda cobra as duas taxas.
Porque a taxa é cobrada todo ano, sobre um patrimônio que cresce — é multiplicativa, não uma mordida única. 1% ao ano sobre uma carteira que ia render 11% significa abrir mão de quase 1/11 do retorno bruto, ano após ano, e ainda dos juros que esse 1% renderia. Em prazos longos (10, 20, 30 anos), uma taxa aparentemente pequena pode consumir uma fatia de dois dígitos do que seria seu. A calculadora deixa esse efeito visível na linha do tempo.
Não. Fundos existem para dar acesso a estratégias com risco diluído que um investidor pequeno não monta sozinho — uma carteira ampla de crédito privado, arbitragem, posições globais. O ponto é não pagar caro pelo óbvio: um fundo que só compra Tesouro Selic, ou que acompanha o CDI cobrando 2/20, raramente justifica o custo. A pergunta certa não é 'fundo ou direto?', e sim 'este fundo entrega, depois das taxas, mais do que eu conseguiria sozinho?'.
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Calculadora educacional do Sardinha. Compara um fundo (taxa de administração, performance e come-cotas) com investir direto, sob o mesmo rendimento bruto e premissas simplificadas (taxas lineares ao mês, come-cotas de 15% semestral, IR pela tabela regressiva no resgate). A realidade varia conforme gestora, liquidez, marcação a mercado e risco de crédito. Não é recomendação de investimento; rentabilidade passada não garante resultados futuros.

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