A calculadora do primeiro milhão

Com que idade você fica milionário?

A maioria das calculadoras te dá um número bonitinho. Esta te dá a verdade: a idade exata do seu primeiro R$ 1 milhão — e um diagnóstico sincero de quem está, e quem não está, no caminho.

Sua idade hoje30 anos
1670
Quanto você já tem investidoR$ 30.000
R$ 0R$ 500 mil
Aporte por mêsR$ 1.000
R$ 0R$ 20 mil
Retorno esperado10% a.a.
3%11%20%
Meta
Sem cadastro. Cálculo na hora. Projeção educacional — não é garantia de retorno.
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Quanto tempo leva para juntar R$ 1 milhão?

Depende de duas alavancas — quanto você aporta e quanto o dinheiro rende — e de uma terceira que ninguém controla, mas todo mundo desperdiça: o tempo. Partindo do zero, com aportes mensais constantes e juros compostos:

Aporte mensala 6% a.a.a 8% a.a.a 10% a.a.a 12% a.a.
R$ 50040,7 anos34,2 anos29,7 anos26,4 anos
R$ 1.00030,4 anos26,1 anos23,0 anos20,7 anos
R$ 2.00021,2 anos18,7 anos16,9 anos15,4 anos
R$ 3.00016,5 anos14,9 anos13,6 anos12,6 anos
R$ 5.00011,7 anos10,7 anos10,0 anos9,4 anos

Repare no padrão: dobrar o aporte encurta o caminho muito mais do que somar 2 pontos de retorno — no começo, quem manda é o aporte. Depois de uns 10 anos, a lógica inverte: o patrimônio já é grande e cada ponto de rentabilidade passa a valer mais que o depósito do mês.

Quanto investir por mês para ter R$ 1 milhão?

A mesma conta, de trás para a frente: fixando o retorno em 10% ao ano, o aporte necessário para chegar ao milhão em cada prazo é:

PrazoAporte mensal necessário
10 anos≈ R$ 5.000
15 anos≈ R$ 2.510
20 anos≈ R$ 1.390
25 anos≈ R$ 810
30 anos≈ R$ 485

É por isso que começar cedo é a maior vantagem financeira que existe: quem começa aos 25 chega ao milhão aos 55 guardando R$ 485 por mês; quem deixa para os 45 precisa de R$ 5.000 mensais para chegar no mesmo lugar. Cada década de atraso multiplica o esforço por ~3,5×.

De onde vem o milhão: dos aportes ou dos juros?

No cenário de R$ 1.000 por mês a 10% ao ano (23 anos até a meta), você deposita ao todo R$ 276 mil — os outros R$ 724 mil, 72% do milhão, são juros. O dinheiro que o tempo colocou, não você. E a curva não é linear: o primeiro R$ 100 mil demora ~6 anos; o último R$ 100 mil chega em ~12 meses. É a matemática por trás do conselho batido de que “o primeiro 100 mil é o mais difícil” — depois dele, a bola de neve (veja o ponto de virada dos juros compostos) faz cada etapa ser mais rápida que a anterior.

O que R$ 1 milhão compra de verdade: renda

O milhão não é a linha de chegada — é uma máquina de renda. Investido em ativos que distribuem 8% ao ano em dividendos, R$ 1 milhão paga cerca de R$ 6.600 por mês sem tocar no principal (a 6%, R$ 5.000/mês). Se a sua meta é parar de depender do salário, a pergunta certa não é “quando chego ao milhão?”, e sim “quanto preciso para a renda que quero?” — é exatamente o que a calculadora de viver de dividendos e a calculadora de independência financeira respondem.

Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes

Depende de quanto você já tem, do retorno e do prazo. Com retorno de 8% a 10% a.a., aportes de R$ 1.000 a R$ 2.000 por mês levam de 20 a 30 anos partindo quase do zero. A maior parte do milhão vem dos juros, não do que você deposita — por isso aporte e retorno maiores adiantam muito a chegada.
Por causa dos juros compostos: os rendimentos passam a render também. No começo o crescimento parece lento, mas acelera — nos últimos anos o patrimônio sobe muito mais por causa dos juros do que dos seus aportes. É a curva da bola de neve.
Pela inflação, R$ 1 milhão daqui a 30 anos compra bem menos do que hoje. A meta do primeiro milhão é um marco psicológico poderoso, mas o objetivo real é construir patrimônio que renda acima da inflação. Por isso escolher bem onde investir importa tanto quanto poupar.
Existem só duas alavancas reais: aportar mais (aumentar a renda e a taxa de poupança) e render mais (escolher melhor onde investir). Não há atalho mágico. A primeira depende da sua carreira; a segunda, das suas escolhas de investimento.
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Calculadora educacional do Sardinha. Projeção baseada em juros compostos com aportes constantes e retorno fixo; a realidade varia. Não considera inflação (salvo onde indicado), impostos ou taxas. Não é recomendação de compra, venda ou investimento, nem promessa de retorno. Investir envolve risco.

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