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Backtest da Grade — e se o método existisse em 2021?

Reconstruímos a Grade Sardinha ano a ano com dados oficiais da época (CVM, B3); nos proventos de FIIs, completados pelo Fundamentus quando falta o oficial — ver limitações. Depois medimos quanto rendeu cada faixa de critérios nos 12 meses seguintes. Sem olhar para o futuro nos dados: cada cesta simulada usa o que estava publicado na época (exceções declaradas: escala das ações em ano de desdobramento; nos FIIs, o método foi revisado em 30/08/2026 olhando estes mesmos anos — ver limitações), mas dentro da amostra (in-sample: o método foi definido conhecendo este período). O teste que importa não é o Núcleo ganhar — é a faixa Evitar perder. Se as notas baixas não perdem, o método não separa nada. Leia as limitações antes dos números ↓

EXECUÇÃO 09/10/2026FONTES CVM · B3 · FUNDAMENTUS (PROVENTOS DE FIIS)~115 AÇÕES/ANO · ~134 FIIS/ANOREBALANCE ANUAL · JUN→JUNPROVA FORWARD EM /INDICE
Núcleo · 6–7 de 7
+42,9%
simulado, in-sample, histórico não prevê resultado futuro
R$ 10.000 hipotéticos → R$ 14.290 (+42,9%)jun/2021 → jun/2026 · 5 janelas
Evitar · 0–2 de 7CONTROLE NEGATIVO
−17,1%
simulado, in-sample, histórico não prevê resultado futuro
R$ 10.000 hipotéticos → R$ 8.294 (−17,1%)As notas baixas, medidas pelo mesmo critério.
Ibovespa · referência
+34,8%
histórico não prevê resultado futuro
R$ 10.000 hipotéticos → R$ 13.478 (+34,8%)Mesmo período, retorno total.
Spread Núcleo − Evitar
+60,0 p.p.
simulado, in-sample, histórico não prevê resultado futuro
Núcleo acima do Ibovespa em 3 de 5Evitar acima do Ibovespa em 2 de 5
SIMULADOResultado simulado, dentro da amostra (in-sample: o método foi definido conhecendo este período), com dados da época (exceção de escala declarada — ver limitações), sobre base com viés de sobrevivência declarado — não é carteira real. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. Não é recomendação.Leia as limitações ↓
01

Curva simulada (capital hipotético)

R$ 10.000 hipotéticos · pesos iguais · proventos reinvestidos · sem custos nem impostos · viés de sobrevivência · simulado
MAIOR ACUMULADO NO PERÍODO SIMULADO: SÓLIDO

Faixas e Universo: simulado, in-sample, histórico não prevê resultado futuro · Ibovespa: histórico não prevê resultado futuro.

Capital hipotético acumulado por faixa (pontos anuais, simulado)
PontoNúcleoSólidoMédioEvitarIbovespa
jun/21R$ 10.000 (0,0%)R$ 10.000 (0,0%)R$ 10.000 (0,0%)R$ 10.000 (0,0%)R$ 10.000 (0,0%)
jun/22R$ 8.574 (−14,3%)R$ 7.536 (−24,6%)R$ 7.361 (−26,4%)R$ 5.258 (−47,4%)R$ 7.771 (−22,3%)
jun/23R$ 11.088 (+10,9%)R$ 10.575 (+5,8%)R$ 9.512 (−4,9%)R$ 6.815 (−31,9%)R$ 9.312 (−6,9%)
jun/24R$ 11.170 (+11,7%)R$ 11.233 (+12,3%)R$ 8.839 (−11,6%)R$ 6.173 (−38,3%)R$ 9.771 (−2,3%)
jun/25R$ 13.599 (+36,0%)R$ 13.008 (+30,1%)R$ 9.342 (−6,6%)R$ 8.561 (−14,4%)R$ 10.879 (+8,8%)
jun/26R$ 14.290 (+42,9%)R$ 14.776 (+47,8%)R$ 9.827 (−1,7%)R$ 8.294 (−17,1%)R$ 13.478 (+34,8%)
02

Controle negativo

Evitar · 0–2 de 7

Faixas e Universo: simulado, in-sample, histórico não prevê resultado futuro · Ibovespa: histórico não prevê resultado futuro.

Núcleo
+42,9%
Sólido
+47,8%
Médio
−1,7%
Evitar
−17,1%
Universo
+13,3%
Ibovespa
+34,8%
EVITAR FICOU ABAIXO DO UNIVERSO NESTE PERÍODO SIMULADO

Evitar ficou 30,4 p.p. abaixo do Universo no acumulado, e abaixo dele em 4 de 5 janelas. As duas medidas têm o mesmo viés de sobrevivência.

03

Retorno por janela

12 meses, jun → jun

Faixas e Universo: simulado, in-sample, histórico não prevê resultado futuro · Ibovespa: histórico não prevê resultado futuro.

Retorno por janela (12 meses, jun → jun)
JanelaNúcleoSólidoMédioEvitarIbovespa
jun/21 → jun/22−14,3%−24,6%−26,4%−47,4%−22,3%
jun/22 → jun/23+29,3%+40,3%+29,2%+29,6%+19,8%
jun/23 → jun/24+0,7%+6,2%−7,1%−9,4%+4,9%
jun/24 → jun/25+21,8%+15,8%+5,7%+38,7%+11,3%
jun/25 → jun/26+5,1%+13,6%+5,2%−3,1%+23,9%
04

Retorno excedente

faixa − Ibovespa, em p.p.

Faixas e Universo: simulado, in-sample, histórico não prevê resultado futuro · Ibovespa: histórico não prevê resultado futuro.

Retorno excedente por janela (faixa − Ibovespa, em p.p.)
JanelaNúcleoSólidoMédioEvitar
jun/21 → jun/22+8,0 p.p.−2,3 p.p.−4,1 p.p.−25,1 p.p.
jun/22 → jun/23+9,5 p.p.+20,5 p.p.+9,4 p.p.+9,8 p.p.
jun/23 → jun/24−4,2 p.p.+1,3 p.p.−12,0 p.p.−14,3 p.p.
jun/24 → jun/25+10,5 p.p.+4,5 p.p.−5,6 p.p.+27,4 p.p.
jun/25 → jun/26−18,8 p.p.−10,3 p.p.−18,7 p.p.−27,0 p.p.
05

Tabela de faixas · Ações

7 critérios determinísticos

Faixas e Universo: simulado, in-sample, histórico não prevê resultado futuro · Ibovespa: histórico não prevê resultado futuro.

Retorno total por faixa e janela (Ações vs Ibovespa), com o número de ativos medidos
Janela Núcleo6–7 de 7 critérios Sólido5 de 7 critérios Médio3–4 de 7 critérios Evitar0–2 de 7 critérios Universotodos os elegíveisIbovespa
jun/21 → jun/22−14,3%(8 medidos de 9)−24,6%(24)−26,4%(46)−47,4%(24)−30,0%(102 medidos de 103)−22,3%
jun/22 → jun/23+29,3%(30)+40,3%(30)+29,2%(32 medidos de 35)+29,6%(18 medidos de 19)+32,3%(110 medidos de 114)+19,8%
jun/23 → jun/24+0,7%(10)+6,2%(33 medidos de 34)−7,1%(36 medidos de 38)−9,4%(33 medidos de 34)−3,2%(112 medidos de 116)+4,9%
jun/24 → jun/25+21,8%(19)+15,8%(32)+5,7%(35 medidos de 36)+38,7%(30 medidos de 32)+19,6%(116 medidos de 119)+11,3%
jun/25 → jun/26+5,1%(17)+13,6%(31 medidos de 33)+5,2%(40 medidos de 41)−3,1%(26 medidos de 31)+5,6%(114 medidos de 122)+23,9%
Acumulado (reinvestido)+42,9%+47,8%−1,7%−17,1%+13,3%+34,8%
Acima do Ibovespa3 de 53 de 51 de 52 de 52 de 5—

Retorno total SIMULADO (proventos brutos reinvestidos), cesta simulada de pesos iguais classificada com o fechamento do último pregão de junho e medida do primeiro pregão a partir de 30/06 (em 2024, 01/07) até o mesmo ponto do ano seguinte. Entre parênteses: nº de ativos com retorno medido no corte (“N medidos de M” quando parte dos membros não tem série completa na janela). As faixas contam critérios cumpridos — a escala do backtest é linear, não a curva da Grade exibida na plataforma.

06

Revisão de método dos FIIs — teste pré-registrado, dentro da amostra

10 variantes · registradas em 30/08/2026

Faixas e Universo: simulado, in-sample, histórico não prevê resultado futuro · IFIX: histórico não prevê resultado futuro.

Variantes do método de FIIs: Núcleo por janela e acumulados. Use o botão com o nome da variante para ver os painéis com ela.
VarianteNúcleo 23→24Núcleo 24→25Núcleo 25→26Acum. Núcleojun/2023 → jun/2026Acum. Sólidojun/2023 → jun/2026Acum. Evitarjun/2023 → jun/2026
MÉTODO VIVO
papel: 0,85 ≤ P/VP < 1tijolo/FoF: P/VP < 1 e VP/cota não caiu > 5% em 12myield ≥ mediana da CLASSE oficial≥ 10 meses pagos
+12,5%(35 medidos de 36)+3,3%(43 medidos de 50)+9,0%(46 medidos de 52)+26,6%+16,3%+0,7%
CANDIDATA
v2 só em fundos com PL ≥ R$ 150 mi e ≥ 18 informes na data2023-24 vazia: a base de informes começa em 2022
—+3,0%(37 medidos de 42)+10,9%(39 medidos de 45)———
EXPLORATÓRIA · MESMAS REGRAS DO VIVO
declarada antes de rodar, depois do teste principaltermo de comparação da regra do tetomesmas regras do método vivo
+12,5%(35 medidos de 36)+3,3%(43 medidos de 50)+9,0%(46 medidos de 52)+26,6%+16,3%+0,7%
EXPLORATÓRIA
declarada antes de rodar, depois do teste principalv0 + yield ≤ 1,5× a mediana do UNIVERSOisola o teto da mudança de paresfora da regra de decisão
+7,6%(44 medidos de 45)+4,4%(49 medidos de 53)+7,2%(58 medidos de 67)+20,4%+17,0%+4,7%
CANDIDATA
banda 0,85–1 em TODAS as classes, sem guard de VP
+13,6%(33 medidos de 34)+2,8%(30 medidos de 35)+10,8%(30 medidos de 34)+29,5%+13,0%+10,6%
VIZINHO
igual à v2 com banda inferior 0,90 (sensibilidade)
+12,0%(32 medidos de 33)+3,0%(42 medidos de 49)+11,2%(38 medidos de 43)+28,3%+16,5%−0,4%
VIZINHO
igual à v2 com banda inferior 0,80 (sensibilidade)
+11,5%(34 medidos de 35)+2,5%(46 medidos de 53)+9,7%(44 medidos de 51)+25,3%+18,2%−2,1%
CANDIDATA
+ papel: 0,85 ≤ P/VP < 1tijolo/FoF: P/VP < 1 e VP/cota não caiu > 5% em 12m
+12,0%(33 medidos de 34)+3,3%(43 medidos de 50)+10,7%(41 medidos de 47)+28,0%+16,5%−1,2%
CANDIDATA
+ yield ≤ 1,5× a mediana da CLASSE oficial (papel/tijolo/FoF)
+5,5%(47 medidos de 48)+2,7%(52 medidos de 59)+8,4%(60 medidos de 71)+17,5%+18,6%+9,0%
ANTERIOR
P/VP < 1yield ≥ mediana do universo≥ 10 meses pagos
+5,6%(50 medidos de 51)+4,5%(52 medidos de 56)+5,9%(61 medidos de 70)+16,8%+20,4%+4,8%
IFIX+6,2%+4,7%+9,7%+21,9% de jun/2023 → jun/2026

Como foi decidido: as regras, os dados e o critério de aprovação foram escritos e datados no nosso registro interno ANTES de rodar (o teste principal em 30/08/2026; a regra do teto e as exploratórias depois dele, também antes de rodá-las) e publicados aqui junto com os resultados. A hipótese aprovada foi a banda de P/VP por classe oficial (v2): Núcleo acima do IFIX em 2 das 3 janelas e no acumulado, acima de “Evitar” nas 3 janelas, acima de Sólido no acumulado (a inversão que motivou o estudo desaparece), com 29 a 46 fundos por janela e vizinhos 0,80/0,90 também acima do índice. A banda para TODAS as classes foi rejeitada: “Evitar” passava a render mais do que Sólido — no tijolo o desconto é ciclo, não stress.

O teto de yield (1,5× a mediana) NÃO entrou na Grade: sozinho não melhorou o Núcleo (v1) e, dentro do pacote, o acumulado ficou 0,55 ponto abaixo da versão sem teto — a regra de decisão fixada antes de rodar mandava deixá-lo de fora. Ele vive como limite de peso na cesta do Índice do Cardume, não como critério. O filtro de universo (v3) ficou inconclusivo porque nossa base de informes começa em 2022 e esvazia a primeira janela. As duas exploratórias foram declaradas antes de rodar, depois do teste principal, sem poder próprio de virar método: a “v2 sem teto” era o termo de comparação da regra do teto — e, como o teto ficou de fora, o método vivo tem exatamente as regras dela (a execução oficial é a linha do método vivo); a “só o teto” isolava o teto da mudança de pares e ficou fora da regra de decisão.

O que mudou no método vivo: a classe de cada FII passa a vir da composição oficial do patrimônio declarada à CVM (não do nome do segmento); o P/VP no papel exige 0,85 ≤ P/VP < 1 (abaixo disso o mercado está antecipando perda de crédito ainda não marcada) e no tijolo/FoF mantém < 1 com o valor patrimonial preservado em 12 meses; o yield compara com a mediana da mesma classe. Totais e nomes dos critérios não mudaram. A tabela de faixas já mede o método vivo; na leitura de 30/08/2026, a variante v3 (sem teto) batia o IFIX em 1 das 3 janelas e no acumulado, e a v2 com teto batia em 2, com acumulado 0,55 ponto menor — publicamos ambas, e os números atuais de cada uma estão na tabela; a linha v0 é o método anterior, mantida para comparação.

A revisão olhou os mesmos 3 anos medidos aqui, por isso o resultado dos FIIs não é um teste independente. A prova independente é a forward, dia a dia, no Índice do Cardume.

O pré-registro é interno e datado por nós: mostra que a regra existia naquela data, mas não torna o teste independente nem elimina o viés in-sample — não é uma validação fora da amostra. Protocolo, datas e alterações ↓

07

Checagens declaradas (autoavaliação, sem auditoria externa)

execução de 09/10/2026
  • !
    Sem look-ahead nos dadosO balanço do ano anterior (DFP) só entra depois de publicado; o rebalance usa o último pregão de junho. Exceção declarada: em um ano com desdobramento ou grupamento, para saber se o número de ações do balanço já vinha depois do evento, comparamos com o ITR de março (quando existe) ou com o balanço do ano seguinte, publicado depois do rebalance. Esse balanço só serve para detectar um desdobramento que os preços já mostravam — nunca entra na nota. O método, porém, foi definido dentro da amostra — ver limitações.
  • ✓
    Fontes oficiaisBalanços CVM, fechamentos e proventos B3.
  • ✓
    Eventos ajustadosDesdobramentos e grupamentos ajustados em 04/10/2026.
  • !
    Escala conferida23 com evento · 1 corrigido · 2 não verificados.
  • ✓
    Uma empresa, uma posiçãoUma só classe por empresa em cada rebalance (a mais negociada até a data).
  • ✓
    Checagens de sanidade15 de 15 passaram.
08

Como foi medido

Sem look-ahead nos dados (o método foi definido dentro da amostra — ver limitações). A carteira do ano Y usa a DFP do ano Y-1 (publicada até março) e o preço de fechamento do último pregão de junho: 3 meses de folga entre o dado existir e ser usado. Desdobramentos, grupamentos e bonificações entre a data do dado e o rebalance são aplicados às ações da DFP, aos proventos e ao VP/cota antes de classificar — tudo na escala do preço do dia. Exceção declarada: em um ano com desdobramento ou grupamento, para saber se o número de ações do balanço já vinha depois do evento, comparamos com o ITR de março (quando existe) ou com o balanço do ano seguinte, publicado depois do rebalance. Esse balanço só serve para detectar um desdobramento que os preços já mostravam — nunca entra na nota.

Fontes. Demonstrações CVM (DFP e informes mensais), fechamentos históricos da B3 (COTAHIST), proventos B3/CVM, desdobramentos e grupamentos com fator calibrado em eventos reais. Exceção declarada: nos proventos de FIIs, o histórico do Fundamentus completa a série quando falta o dado oficial (ver limitações).

Pesos iguais, 12 meses. Cada faixa vira uma cesta simulada de pesos iguais, montada em junho e medida até o junho seguinte, com proventos brutos reinvestidos (mesma convenção do Ibovespa, que já é índice de retorno total). Ativo sem retorno mensurável sai da média e é contado: “N medidos de M”.

Os critérios estão abertos na Metodologia do Cardume. A prova FORWARD — o método medido dia a dia — está no Índice do Cardume.

LEIA ANTES DOS NÚMEROS

O que este backtest não é

01

Revisão dos FIIs dentro da amostra

O método de FIIs foi revisado em 30/08/2026 olhando estes mesmos anos; o resultado dos FIIs não é um teste independente (a prova forward está no /indice).

02

Dentro da amostra (in-sample)

O método foi definido conhecendo este período: os anos testados não são uma amostra nova, e nenhum número desta página é validação fora da amostra. Ter só dados publicados na época evita olhar para o futuro nos dados, não o viés de quem desenhou o método.

03

Viés de sobrevivência

A base cobre as empresas listadas HOJE (~115 ações por ano). Quem quebrou ou saiu da bolsa no caminho não aparece, o que infla os retornos de TODAS as faixas. Por isso a comparação mais honesta é interna: Núcleo contra “Evitar” dentro do MESMO universo.

04

Só a parte determinística da Grade

Só os critérios calculáveis com dados oficiais da época (7 nas ações: P/L, P/VP, lucro, dívida, ROE, crescimento, proventos · 3 nos FIIs: P/VP, yield vs pares, consistência). Os critérios de IA da Grade completa ficam fora — não dá para reconstruir o passado deles.

05

Sem custos

Corretagem, emolumentos e impostos não entram (1 rebalance por ano minimiza, mas não zera).

06

Proventos de FII — série completada em 29/08/2026

Os rendimentos dos FIIs vêm de três fontes com prioridade FIXA, decidida antes de ver o resultado: eventos oficiais da B3 (só a cota — os recibos de subscrição ficam fora), o histórico do Fundamentus (desde 2016) e os informes mensais CVM. Em cada mês conta UMA fonte por fundo, separando renda de amortização: a amortização entra no retorno total (é dinheiro que o cotista recebe), não na classificação. Cobertura: 127 a 135 dos 146 fundos com 10 ou mais meses de renda em cada janela; os restantes são fundos que estrearam ou encerraram no meio da janela. Duas lacunas declaradas: HGPO11 devolveu cerca de R$ 189 por cota em 2024 e só R$ 57 constam das fontes; NCHB11 não tem série em nenhuma fonte.

07

Pesos iguais

Cada ativo da faixa pesa o mesmo. É uma medida da faixa, não uma carteira para seguir.

08

Rebalance uma vez por ano

A cesta simulada de cada faixa é montada no último pregão de junho e fica parada por 12 meses. As quedas dentro do ano não aparecem nos pontos anuais.

09

Conferência de escala com o balanço seguinte

Em ano com desdobramento ou grupamento, o número de ações do balanço de 31/12 é comparado com o ITR de março (sem olhar o futuro) ou, sem ITR na base, com o balanço do ano seguinte, que só sai depois do rebalance. Esse balanço decide apenas a escala de um número que já era público; nenhum critério da nota o lê. Na execução publicada: 23 casos com evento, 1 corrigido. Em 2 casos não havia na base nem o ITR de março nem o balanço seguinte, e a escala ficou por conferir — nesses o desdobramento pode estar contado duas vezes.

10

Membros excluídos

Quando um ativo da faixa não tem retorno mensurável na janela (deixou de negociar ou a série acaba antes do fim), ele sai da média e é contado: a célula mostra “N medidos de M”.

11

Faixas por critério, não por nota

As faixas contam critérios cumpridos — a escala do backtest é linear, não a curva da Grade exibida na plataforma.

12

Passado ≠ futuro

Um período simulado não prova que o resultado se repita, não promete retorno e não é recomendação de investimento.

PROTOCOLO

Protocolo, pré-registro e alterações

  1. Desenho do backtest

    Regras escritas no desenho aprovado em 16/07/2026 e publicadas com a página em 17/07/2026. O desenho de 16/07/2026 previa o rebalanceamento em 30 de abril; na implementação do motor, em 17/07/2026, ele passou para o último pregão de junho, porque as séries do Ibovespa e do IFIX na nossa base começam em junho de 2021. Regras publicadas: cesta simulada montada no último pregão de junho e medida por 12 meses; balanço do ano anterior (DFP) e informes CVM só depois de publicados; faixas pelo número de critérios determinísticos cumpridos; pesos iguais; retorno total com proventos brutos reinvestidos; Ibovespa (ações) e IFIX (FIIs) como referência; sem custos nem impostos. O método de ações não teve pré-registro: foi definido conhecendo este período.

  2. Pré-registro do teste de método dos FIIs

    Hipóteses (teto de yield; P/VP em banda por classe oficial; classe pela composição do patrimônio declarada à CVM), variantes, dados e critério de aprovação escritos e datados no nosso registro interno em 30/08/2026, antes de rodar. Critério de aprovação da banda de P/VP: Núcleo acima do IFIX em pelo menos 2 das 3 janelas e no acumulado; Núcleo acima de “Evitar” nas 3 janelas; Núcleo pelo menos igual a Sólido no acumulado; pelo menos 10 fundos no Núcleo por janela; e as bandas vizinhas (0,80 e 0,90) também acima do IFIX no acumulado. As duas variantes exploratórias foram declaradas depois do teste principal, também antes de rodá-las, sem poder de flip pelo próprio resultado; a escolha entre a v2 com e sem teto coube a uma regra de decisão fixada antes de rodá-las (o teto fica só se o Núcleo com teto for ≥ ao Núcleo sem teto no acumulado e não perder janelas batidas). Pela regra, ficou a v2 sem teto: o método vivo dos FIIs (a v2 sem o teto de yield) ficou acima do IFIX em 1 das 3 janelas e no acumulado na leitura do teste (30/08/2026) — sozinho, não cumpre o primeiro item do critério; a v2 com teto, que o cumpre (2 das 3 janelas e o acumulado), é publicada ao lado na seção “Revisão de método”.

  3. —

    Alterações depois da primeira publicação

    6 revisões datadas (29/08/2026, 30/08/2026, 07/09/2026, 04/10/2026 (2), 09/10/2026), cada uma com o que mudou, o porquê e os números antes e depois — no histórico de revisões abaixo.

O pré-registro é interno e datado por nós: mostra que a regra existia naquela data, mas não torna o teste independente nem elimina o viés in-sample — não é uma validação fora da amostra.

PROVA PÚBLICA

Histórico de revisões

Os retornos citados neste histórico são leituras datadas do backtest (simulado, in-sample, histórico não prevê resultado futuro); os do Ibovespa e do IFIX são séries reais (histórico não prevê resultado futuro).

  1. Revisão de 29/08/2026 — erro de unidade e série de proventos

    O resultado de FIIs publicado de 17/07 a 29/08 (+31,5% em 3 anos) estava INFLADO por um erro nosso de unidade no informe CVM. Corrigido no meio do dia 29/08 para +8,3%, o número passou a ficar SUBESTIMADO por três defeitos de dados que nosso próprio teste de sanidade pegou no mesmo dia: um terço dos fundos entrava sem série de proventos; sete desdobramentos (GALG11, BCFF11, MCHY11, NCHB11, RBRF11, SARE11, RBFF11) não constavam do corpus da B3 e contavam como quedas de 80-90% — confirmamos cada um pelas cotas emitidas nos informes CVM; e a B3 atribuía à cota rendimentos dos recibos de subscrição (+2% inventados em 21 fundos). Com a série completa e os eventos corrigidos, o Núcleo de FIIs ficou em +15,3% em 3 anos (IFIX +21,9%), a faixa Sólido em +19,9% e a faixa “Evitar” em +6,7%. Naquela leitura, o método separou nos FIIs (Núcleo acima de “Evitar” em 2023-24 e 2024-25, e “Evitar” foi o pior corte), mas não bateu o índice — e o corte mais exigente (P/VP abaixo de 1, yield acima dos pares e consistência) rendeu MENOS do que a faixa Sólido naquele período. Publicamos os três números em sequência porque é isso que “prova pública” quer dizer. As faixas de ações não dependem destes dados e não mudaram.

  2. Revisão de método dos FIIs — 30/08/2026

    Depois da correção de dados de 29/08, estudamos POR QUE o Núcleo de FIIs rendia menos do que a faixa Sólido: no papel, P/VP abaixo de 0,85 foi negativo nas três janelas e o yield acima dos pares selecionava sistematicamente o pior tercil. Em vez de ajustar os critérios ao resultado, pré-registramos um teste (regras, dados e critério de aprovação escritos e datados no nosso registro interno antes de rodar, e publicados aqui junto com os resultados — seção “Revisão de método” acima) e só a hipótese que passou entrou no método: P/VP em banda por classe oficial (composição do patrimônio declarada à CVM) e pares do yield pela mesma classe — sem o teto de yield, que ficou de fora pela regra de decisão fixada antes de rodar as exploratórias (por isso o método vivo tem as mesmas regras da exploratória “v2 sem teto”). Com essa regra o Núcleo de FIIs passou a +27,5% em 3 anos (IFIX +21,9%) — acima do índice na janela 2023-24 (a crise do papel high yield) e ligeiramente abaixo nas outras duas (+3,3% vs +4,7%; +9,3% vs +9,7%) — e a faixa “Evitar” cai para +1,9%, a maior separação de todas as variantes. O número anterior (+15,3%) continua publicado na linha v0. A Grade de cada FII em produção foi recalculada no mesmo dia com a regra nova.

  3. Revisão de 07/09/2026 — janela truncada

    Uma revisão adversarial do próprio motor encontrou um defeito de MEDIÇÃO, não de método: quando a série de um membro existia mas acabava no meio da janela (deslistagem, ou uma das sete renomeações da B3 — ELET3→AXIA3, EMBR3→EMBJ3, ARZZ3→AZZA3, CCRO3→MOTV3, RRRP3→BRAV3, TRPL3/4→ISAE3/4), o retorno PARCIAL era contado como se fosse o dos 12 meses. O motor promete que membro sem retorno mensurável é excluído E contado (“skipped”); a promessa não cobria este caso. Corrigido: a série tem de cobrir o fim da janela (folga de 10 dias para ponte e feriado). Na leitura de 07/09/2026, com a correção, o Núcleo de ações passou de +40,6% para +38,9% (Ibov +34,8%), a faixa “Evitar” de −28,2% para −25,7%, e o Núcleo de FIIs de +27,5% para +28,5% (IFIX +21,9%) — números daquela data; os atuais estão nas tabelas acima. Naquela revisão as conclusões não mudaram — o método seguia separando e a faixa “Evitar” seguia sendo a pior — mas os números publicados até aquele dia estavam ligeiramente errados e ficam aqui registrados.

  4. Ajuste de desdobramentos — ações

    Números recalculados em 04/10/2026 com ajuste de desdobramentos e grupamentos entre a data do balanço e a do rebalance. Antes disso, a classificação usava o número de ações da DFP como estava. A escala das ações em ano com desdobramento é conferida contra o balanço seguinte (ou o ITR de março, quando existe): em 1 de 23 casos com evento a CVM já trazia a quantidade depois do evento e o fator deixou de ser aplicado duas vezes.

  5. Ajuste de desdobramentos — FIIs

    Números recalculados em 04/10/2026 com ajuste de desdobramentos e grupamentos das cotas entre a data do dado e a do rebalance: os proventos dos 12 meses e o VP/cota (o atual e o de 12 meses antes) passaram à escala do preço do rebalance. Antes disso, um desdobramento no meio do ano inflava o yield e fazia o VP de 12 meses antes parecer erodido.

  6. Revisão de 09/10/2026 — uma empresa, uma posição

    O backtest de ações contava duas vezes as empresas com mais de uma classe negociada no nosso universo (ex.: PETR3 e PETR4, BBDC3 e BBDC4), como se fossem duas apostas independentes. Corrigido: em cada rebalanceamento entra uma só classe por empresa — a ação ordinária ou preferencial (nunca a unit, quando a empresa tem as duas) com maior volume médio nos 20 pregões ATÉ essa data, sem olhar para o futuro. Na leitura de 09/10/2026 o Núcleo de ações passou de +44,4% para +42,9% (Ibov +34,8%), a faixa Sólido de +50,2% para +47,8% e a faixa “Evitar” de −16,6% para −17,1% — números daquela data; os atuais estão nas tabelas acima. Naquela leitura, o Núcleo ficou acima do índice e a faixa “Evitar” foi a pior. Os FIIs não são afetados (cada fundo tem uma só cota).

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Os critérios quantitativos testados aqui, mais os qualitativos que o backtest não reconstrói, com os dados mais recentes da CVM e da B3 — abertos, um a um. Como a Grade funciona →

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    Backtest da Grade Sardinha — o método testado sobre dados passados da B3